Pedro Proença é candidato a mais um mandato à frente da Liga de Clubes e tudo indica que sem concorrência. Não deixa de ser curioso que tenha havido tanta gente a tentar puxar o tapete ao antigo árbitro e que agora haja mais a seu lado do que até o próprio previa.
É impossível não encontrar trabalho válido no primeiro mandato de Pedro Proença. O documento destrutivo feito com tanto cuidado por Carlos Pereira tinha muito argumento que poderia ser desmentido sem grande trabalho. O presidente da Liga optou por não responder. Acredito que o fará após a reeleição. Há ali muita coisa para ser desmontada.
Mas são ainda enormes os desafios que se colocam a Proença. E alguns impossíveis de serem ultrapassados sem os clubes. Com os grandes de candeias às avessas e o G15 com agenda própria não é nada fácil a vida de um líder de uma instituição que merecia mais dedicação e lealdade de quem a constitui.
Algo que acredito terá de mudar em Pedro Proença é passar do discurso à ação em algumas lutas. Da violência e clima de guerra no futebol à centralização dos direitos televisivos. Para que se tornem realidade serão necessárias mudanças e avanços concretos. Não é fácil, mas é o desafio em cima da mesa. Boa sorte Pedro.
Por Bernardo Ribeiro