_
As duas entradas duras de Alex Telles em dois minutos, que acabaram por ditar um duplo amarelo e um respetivo vermelho ainda na 1.ª parte com a Juventus, foram daqueles erros que se pagam caro em alta competição. Estranho a manifestação suicida do lateral portista, uma vez que os dragões já tinham beneficiado em Roma de uma equipa sem capacidade mental para domar a agressividade. E confesso estar em total desacordo com Nuno quando diz que o árbitro devia ter contemporizado. A primeira entrada podia ter sido cartão vermelho. Arriscar uma segunda dois minutos passados não só foi irresponsável como colocou em causa o trabalho de todo um grupo. Certamente a equipa ansiava por este jogo e tinha expectativas muito diferentes para os 90 minutos no Dragão.
Desta vez Casillas não conseguiu os milagres realizados frente ao Sporting ou imitar Ederson com o Borussia Dortmund. Estes dois jogos da Champions mostraram bem como estamos longe do futebol praticado pelas grandes equipas europeias. Mas a concentração e a eficácia dão prémios, mesmo que me acusem de resultadista e de acreditar menos no processo, como me disse há dias um amigo treinador. Não é bem o caso. Mas assumo que acredito mais em quem ganha do que em quem perde. Afinal, hoje o Benfica está mais perto de passar do que o FC Porto. Não porque tenha jogado ou defendido melhor. Mas marcou e nunca perdeu a cabeça. Faz toda a diferença.
Hoje é o esperado debate entre Bruno de Carvalho e Madeira Rodrigues. O pretendente apresentou Bölöni, uma escolha bem interessante e que traz consigo um título. Por outro lado, estranho perceber que só ontem o romeno foi convidado e que será ele a substituir Jesus até final da época, caso Madeira vença as eleições. Seremos hoje esclarecidos sobre estes e outros temas?
Por Bernardo Ribeiro