Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor de Record

Jorge Sousa errou

Leio e ouço demasiadas pessoas a desvalorizarem as palavras de Jorge Sousa ao jovem guarda-redes Stojkovic. Que é uma linguagem normalmente utilizada no futebol, que dentro do campo não é ópera. Tudo certo. O problema é que não está aí a verdadeira questão das asneiras do cotado árbitro. Grave são o que elas encerram e o que o à-vontade com que são ditas pode manifestar.

Jorge Sousa não estava a falar com um seu igual na hierarquia do futebol. Estava a falar com alguém que não lhe pode responder. Ou pode, mas se o fizer corre o risco de prejudicar a equipa, a carreira e isto ficando nas mãos, precisamente, da pessoa que usou e abusou do poder que tem dentro de campo.

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A prepotência é um fenómeno com que convivemos muitas vezes na vida, quando alguém abusa do poder discricionário que detém. Não vou dizer que foi o que Jorge Sousa fez. Acredito que foi apenas um mau dia de um juiz que soube ganhar espaço na arbitragem portuguesa. Mas é a imagem que fica. E é feia. Esquecendo já o que são as regras da boa educação, pois... o futebol não é ópera.

Fez bem o CD em pedir o sumaríssimo? Óbvio. A arbitragem é um sector que, por vezes, parece viver acima da lei. Ter alguém a portar-se assim aos olhos do Mundo e nada fazer era o suicídio para a credibilidade do futebol, que já não é muita.

Por Bernardo Ribeiro
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