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João Félix no Atlético Madrid e Raúl de Tomás no Benfica. Passem os muitos e muitos milhões envolvidos numa operação só possível pelo envolvimento de Jorge Mendes, a grande questão que se coloca aos adeptos é se a equipa do Benfica está mais forte ou mais fraca. De Tomás terá de ser uma contratação muito certeira para acreditarmos que os encarnados estão mais fortes. Até porque a somar à astronómica venda de Félix junta-se a saída do maior goleador dos últimos anos na Luz: Jonas.
O Benfica é hoje uma empresa com uma imagem cada vez mais saudável do ponto de vista financeiro, mas a que falta dar o pulo competitivo que se vê pretendido nas palavras do presidente. Para sonhar com a conquista de uma Liga dos Campeões, o Benfica precisa de manter os melhores e contratar craques de valia garantida. À Luz chegaram este defeso Chiquinho, Cádiz, Caio Lucas e agora De Tomás. É verdade que Bruno Lage foi uma lufada de ar fresco no futebol português, mas pedir-lhe milagres na Europa com estes jogadores é quase maldade. Virão aí mais?
No fundo, o Benfica parte na frente em termos domésticos. As únicas saídas dignas de registo foram Félix e Jonas e a equipa reforça-se à procura de mais soluções. A luta pela hegemonia nacional está garantida. Mais do que isso, é preciso gastar os 120 milhões.
Por Bernardo Ribeiro