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Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor de Record

Negócios tão estranhos

Leio no ‘Correio da Manhã’ os planos de Rui Rangel para negócios no Benfica e fico com a certeza de que urge uma limpeza no futebol português. Isto a somar a mais dois arguidos no caso E-Toupeira, mais um que afeta o clube da Luz e entristece todos aqueles que gostavam de ver o emblema encarnado limpo de suspeições, tantas, que o têm afetado nos últimos tempos.

É cada vez mais difícil sustentar que tudo isto é uma cabala contra o Benfica. O Ministério Público e a polícia não funcionam por clubites. E se há arguidos é porque há também juízes que acreditam nas provas entretanto apresentadas pelas equipas de investigação. Mas a presunção de inocência é algo que devemos levar muito a sério num estado de direito e o ‘apito dourado’ já nos ensinou a não esperar demasiado da justiça quando toca ao futebol.

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Mas algo parece ter mudado em Portugal no que toca aos poderosos. Penso que a queda do ‘dono disto tudo’, Ricardo Salgado, causada essencialmente pelas exigências financeiras da troika e pela coragem de algumas equipas da polícia, libertas de grilhetas impostas durante anos pelo poder político, ajudam muito a que se possa acreditar também numa moralização do futebol. E sem olhar a cores. É começar pelo enriquecimento ilícito. Não será difícil.

Por Bernardo Ribeiro
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