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O futebol português continua uma caixinha de surpresas. Da novela que é o caso Mateus e a luta que o Gil Vicente tem empreendido à classificação dos árbitros, há sempre motivos para a algumas desconfianças. Às vezes é difícil não acreditar em versões enviesadas da realidade que nos são ‘vendidas’, algumas que não devemos obviamente tornar públicas sem provas.
O processo de classificação dos árbitros tem de ser mais transparente. A saída de Vítor Pereira não resolve nada na arbitragem, pois o dirigente estava longe de ser o único cancro a minar a verdade desportiva. Basta olhar a algumas classificações da lista para entender que há ainda um longo caminho a percorrer. Infelizmente, temo que nem Fernando Gomes, nem Pedro Proença tenham capacidade para mudar.
O mais impressionante jogador português de todos os tempos tem mais um encontro com a história em França. O da procura de um título a que Portugal nunca chegou, é verdade, mas também uma série de recordes pessoais que são impressionantes.
Fazemos parte de um grupo de privilegiados que tiveram a oportunidade de acompanhar a par e passo a carreira de Cristiano Ronaldo. O nível a que chegou é estratosférico e os feitos que alcançou verdadeiramente inacreditáveis. Terá ele equipa para nos oferecer algo mais? É a dúvida de quase todos os portugueses. Mas se a Grécia já ganhou um Europeu, por que razão não havemos nós de acreditar?
O treinador de futsal do Sp. Braga acusa e provavelmente sabe do que fala: em Portugal não há cultura desportiva. É verdade. Leva-se os clubes demasiado a sério e as atitudes a que assistimos por esses campos e pavilhões fora são tristes. Dos pais no futebol juvenil aos adeptos nos desportos menos concorridos. E não será fácil mudar. A clubite é mesmo quem mais ordena.