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Bruno de Carvalho ainda não conseguiu dar aos sportinguistas o que eles mais desejam: um título de campeão nacional. É um dos argumentos mais utilizados pelos rivais e detratores e uma verdade inatacável. Mas ler o trabalho do presidente do Sporting apenas por esse prisma é redutor. Muito. Quando BdC chegou, o momento desportivo era terrível e financeiramente o clube estava pelas ruas da amargura. A reestruturação fechada com a banca e a nova política no futebol trouxeram Alvalade de regresso à luta por conquistas – Marco Silva ganhou uma Taça de Portugal e Jesus uma Supertaça – e a um patamar a que Benfica e FC Porto já não estavam habituados. Tanto que Bruno de Carvalho é hoje o grande adversário de Vieira e o dérbi passou a ser, uma vez mais, o jogo que mais apaixona o país.
Bruno de Carvalho apostou forte na contratação de Jesus e no reforço de um plantel que deseja mais forte para chegar às tais conquistas. Na primeira época as coisas não correram mal, mas acabou por ser novamente o Benfica a vencer sobre a meta. Ainda assim, o futebol praticado conquistou e o facto de a luta ter sido até ao fim não deixou marcas.
Esta época as coisas não têm corrido tão bem. JJ parece não ter encontrado solução para a saída de João Mário e Adrien continua sem uma sombra à altura. Mas parece claro que o líder leonino tentou dar ao técnico as armas possíveis para chegar ao ambicionado título. Ainda não chega ao que investe o rival Benfica, que gastou em Jiménez quase o mesmo que os leões nos reforços. Mas já é muito.
Os 62,9 milhões de lucro ontem anunciados no trimestre pela SAD são, por isso, excelente notícia para os adeptos leoninos. Se conseguir subir os patamares competitivos e manter o equilíbrio financeiro, BdC será um bom presidente.
Por Bernardo Ribeiro