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Hoje pode ser o adeus para Sporting e FC Porto na Liga Europa. Ambos somaram maus resultados na 1.ª mão e agora são quase obrigatórios complicados milagres para se acreditar na passagem aos ‘oitavos’. É que há mesmo muito a remar contra a maré dos emblemas portugueses. Da qualidade das formações alemãs aos momentos atravessados pelos nossos.
O Sporting perdeu em Lisboa. Tornou ainda mais difícil uma tarefa que já parecia hercúlea a uma equipa focada na liga nacional. Jesus deu o sinal ao deixar no banco Adrien e Slimani e bem pode dizer-se que a exibição leonina se ressentiu das poupanças. O Bayer já seria um adversário temível lançando os melhores. Em regime de poupanças parece faltar ainda ao plantel do Sporting qualidade suficiente para todas as frentes. Entende-se a opção de JJ, até porque ela tem sido clara, mas pode um clube como o Sporting abdicar de objetivos? Jesus diz que não abdica. Mas assume que se sente obrigado a gerir. Não há ainda em Alvalade a qualidade na quantidade a que o técnico estava habituado a gerir na Luz. Aí conseguiu somar finais europeias a títulos nacionais. A verdade é que se conquistar o campeonato, todo e qualquer pecado lhe será perdoado, seja por Bruno de Carvalho ou adeptos anónimos.
Peseiro tem pela frente a melhor equipa alemã. Sim, porque o Bayern de Guardiola é de outra galáxia, como um Barcelona ou PSG. Ou seja, uma fava difícil de roer e que custa a crer que permita uma derrota por três golos sem resposta. Lembremo-nos do corretivo que o FC Porto aplicou aos bávaros a época passada para podermos continuar a sonhar. O problema é que tal como JJ, também Peseiro sabe que a liga portuguesa é a conquista mais desejada por SAD e adeptos. E é tão difícil focar num amor quando se tem outro ali ao lado.
Por Bernardo Ribeiro