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O debate do momento em Portugal é, para além das sempre presentes arbitragens, a luta pelo título entre Benfica e FC Porto. Natural. São dois dos três maiores clube de implantação nacional e quem vai à frente e o perseguidor direto são sempre mais discutidos. Mas há vida para além dos três grandes. E também aqui há muita coisa a destacar, positiva e negativamente.
Em Braga, António Salvador, presidente de obra feita e cujo trabalho transformou o Sporting local no mais temível rival após o triunvirato habitual, já esclareceu as massas: "Banal" é como o líder bracarense rotula a época. Não há como discordar, porquê negá-lo. Enfrentar o problema e tomar medidas para que não se repita é a ideia forte. O que sucederá a Jorge Simão? Logo se verá quando terminar a Liga.
O Vitória é um clube enorme. De paixão imensa e a que Júlio Mendes soube trazer estabilidade. Vende bem, compra melhor e acerta nos treinadores. Pedro Martins é mais um com excelente trabalho. A aproximação desportiva aos guerreiros é notória. Os vimaranenses têm preferido dar passos firmes a longos. E bem.
Se na Madeira o veterano Carlos Pereira soube fazer do Marítimo, novamente, o clube grande da ilha, em Vila do Conde há mais um caso de estudo. A ligação com Jorge Mendes tem conta, peso e medida; há claramente jogadores acima da média e Luís Castro um homem que sabe interpretar as ideias do clube.
No Bessa percebe-se facilmente que Miguel Leal deu mais ao futebol axadrezado do que sangue na guelra. E que os adeptos estão com o clube, de forte implantação popular. Pior é o que fará a SAD perante tanta dívida acumulada. Problema de solução difícil e que poderá fazer perigar novamente o futuro de um emblema histórico e cujo regresso desportivo merece aplauso.