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Um dragão autoritário, sem poupanças, a mostrar que a candidatura ao título não é brincadeira. Eis o que a equipa de Nuno mostrou em Arouca. O FC Porto tem uma vantagem anímica sobre o Benfica numa eventual eliminação na Liga dos Campeões. Pinto da Costa não colocou a fasquia tão alta quanto Vieira na prova milionária e serão certamente poucos os adeptos que ficarão indignados com uma possível derrota frente à Juventus, desde que ela não seja tão pesada como a que os encarnados trouxeram de Dortmund.
No futebol as expectativas não são coisa de somenos. O Benfica venceu os alemães na Luz, ouviu o presidente falar numa conquista europeia e entrou em depressão coletiva com a goleada. Não que não seja, de facto, tema de conversa. Ou que o Benfica não deva pensar o que se passa nos jogos grandes, onde o meio-campo demonstra menos capacidade do que perante equipas inferiores. Mas os objetivos primordiais e realistas do clube da Luz são as provas nacionais. E confesso que considero mais grave ser eliminado na Taça CTT pelo Moreirense do que trazer o saco cheio de Dortmund. Mas, lá está, as expectativas. Aqui demasiado altas.
Soares tem sido determinante na transformação do FC Porto. Um golpe de mercado certeiro e fascinante. Imagine-se o que seria o Sporting se tivesse pensado no brasileiro para fazer de Slimani. Pinto da Costa brilhante.
Em Alvalade Jesus continua à procura de soluções nos miúdos da formação. Chegou a vez de Podence. O menino tem de aproveitar a oportunidade. Palhinha mostrou qualidade mas não deslumbrou. Francisco Geraldes ainda espera vez. Não deve desesperar. Está longe de ser um jogador feito. E ser lançado antes de tempo num grande pode resultar na morte do artista.
Por Bernardo Ribeiro