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Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor de Record

Vamos tentar falar do dérbi

Em semana de dérbi de pouco mais se fala. Infelizmente, como tantas vezes acontece em Portugal, menos de jogadores, treinadores e futebol do que se devia. Na agenda têm estado vários temas laterais, desde o já célebre e ainda inexistente castigo a Slimani aos ataques das duas máquinas de comunicação mais ativas do país: as de Sporting e Benfica.

O presidente leonino marcou a atualidade com inúmeras intervenções no Facebook. Os visados foram mais do que muitos e a estratégia de pressão de Bruno de Carvalho é clara. O líder mantém o clube na agenda mediática e o rival na mira. As críticas ao estilo são imensas mas é preciso saber viver com ele. Não agrada a todos, inclui até alguns delírios de teorias de conspiração, mas os poderes que Bruno entende não ajudarem o Sporting estão sempre debaixo de fogo. Entendo a estratégia. Em Alvalade houve demasiada subserviência e comodismo durante anos. Mas é uma pena que não haja quem o ajude a parar para pensar. Pelo menos a escolher os inimigos e a dosear o fel.

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Slimani e o suposto castigo são tema até hoje. É uma pena que ainda se fale nisto. E pouco abonatório para o futebol português que o assunto não esteja resolvido. Se o argelino tivesse sido impedido de jogar , amanhã, em Alvalade, a verdade desportiva da liga estaria ferida de morte. E não se poderiam assacar culpas a Sporting e Benfica. Os clubes fizeram o que lhes competia, apresentando as queixas que entenderam ser justas. Problema é a justiça desportiva continuar lenta e amadora, quando em questão estão milhões, num negócio global e com o impacto que se conhece bem no país. E assim todas as leituras são possíveis. Tanto as de Bruno, como a de Vieira, que agora se lembrou de querer ver Slimani no dérbi. A grande verdade é que o sistema funciona mal e isso dá jeito a toda a gente.

Por Bernardo Ribeiro
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