Após dois anos de lutas constantes entre Benfica e Sporting, eis que está reaberta a velha guerra entre águias e dragões. A mola-real dos combates é sempre o poder no futebol e a liderança à condição da equipa de Nuno deixa entender que os holofotes se vão virar novamente para Luís Filipe Vieira e Jorge Nuno Pinto da Costa. Provavelmente Bruno de Carvalho terá algum descanso. À baila, claro, as arbitragens. Normal. É sempre assim quando as coisas aquecem e as queixas sucedem-se quando os resultados não são os desejados. Já vimos toda a gente defender os árbitros quando lhes convém e arrasá-los quando lhes dá jeito. Ou melhor, quando são beneficiados ou prejudicados. Quer isto dizer que os clubes não têm razões de queixa? Infelizmente não. Têm e muitas.
Hoje foi o Tondela , que na fuga à despromoção foi claramente prejudicado no Dragão. Mas é isso culpa do FC Porto? Era do Benfica, quando os dragões viam penáltis e penáltis serem ignorados? Não. É de juízes pouco competentes e cujas agendas têm de ser devidamente verificadas. Porque se há erros que se entendem, outros existem que nos deixam de pé atrás. Claro que tudo seria mais fácil se o clima no futebol português fosse mais sereno, se os três grandes se entendessem em questões basilares e se os órgãos competentes trabalhassem de forma independente, como parece acontecer na Premier ou na Bundesliga, onde o respeito pelo adversário e juízes é maior.
Os árbitros também não têm vida fácil. Porque não possuem adeptos, estão debaixo de fogo e, apesar dos esforços da APAF e de uma FPF mais atuante, continuam a ter menos poder na agenda mediática. Já questionei esta época o que podemos fazer a esta arbitragem. Curiosamente, após um jogo em que o FC Porto foi prejudicado. Confesso, continuo sem saber o que fazer.
Por Bernardo Ribeiro