A alegria do povo

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É verdade que não foi o mais conseguido dos jogos de Portugal. Mas hoje em dia podemos sempre contar com um golo de Cristiano – e que golão marcou o craque – e a arte de Bernardo Silva para animar a malta. Mais a sério, nem sempre é possível jogar bem. Era vital ganhar, a Seleção Nacional foi sempre superior e há que reconhecer que sabe bem ver uma equipa como o Luxemburgo jogar de forma tão organizada. Um país tão pequeno consegue formar uma equipa competitiva e que já vai batendo o pé aos poderosos. No fundo, um pouco como Portugal a uma escala diferente. Não custa nada reconhecer que não é só por cá que se trabalha bem.

Fernando Santos tem um pragmatismo que pode não agradar. Mas o homem que fez esta semana 65 anos deu-nos algo que ainda ninguém tinha dado. O título europeu, a Liga das Nações e a franca convicção de que nos podemos bater com qualquer equipa do Mundo. É verdade que isso já tínhamos com selecionadores anteriores. Santos deu-nos os títulos. Não sendo provavelmente o maior admirador do futebol que Portugal pratica, estar-lhe-ei agradecido até ao final dos meus dias pelas alegrias que nos deu.

Mais um jogo da Seleção, mais um estádio cheio. A federação democratizou o futebol. O povo agradece.

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