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Aproveitar a onda vermelha
Vencer hoje o Dínamo Kiev na Luz é uma cartada decisiva para as legítimas aspirações do Benfica na Liga dos Campeões. Aspirações desportivas, evidentemente, pois os encarnados têm como meta mínima a passagem aos oitavos-de-final, mas também financeiras, pois é sempre bom lembrar que cada triunfo rende importantes 1,5 milhões de euros aos cofres dos participantes.
Rui Vitória vive um período de ouro à frente das águias. Internamente vê os rivais implodirem sem que precise de fazer seja o que for; internacionalmente está ‘vivinho da silva’ após a vitória na Ucrânia. Os recordes que vai batendo, um atrás dos outros, são apenas mais uma imagem de que na Luz as coisas não podiam estar a correr melhor. Pensar que este homem a época passada chegou a ter os patins calçados não deixa de ter a sua piada. Vitória deu a volta, soube merecer a confiança depositada pelo presidente, conquistou o campeonato e até esta temporada já festejou títulos. Não se lhe pode pedir mais nada. Ou talvez o apuramento para os tais oitavos desejados...
FC Porto e Sporting vivem momentos antagonicamente diferentes. E se os primeiros podem aspirar à Champions para voltarem às vitórias e tentarem serenar novamente os ânimos no Dragão – onde derivam com uma velocidade alucinante –, já os leões podem ter em Dortmund mais um espinho cravado na difícil caminhada que têm feito desde Madrid. É curioso o futebol. O Sporting terá feito frente ao Real de Cristiano o jogo mais brilhante realizado esta época por uma equipa portuguesa. Mas os valores à disposição de Zidane acabaram por virar quando o leão já não merecia perder. O Sporting nunca mais foi o mesmo. E se a Champions, já se sabia, era missão impossível, tudo o resto tem explicação complicada. Há hoje demasiado ruído em Alvalade. E pouca gente com capacidade para o entender.
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Cláudio Saúde04 novembro 2026 - 18:03