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Bernardo Ribeiro
Diretor de Record
13 janeiro 2017 - 16:02

Assim é impossível pacificar o futebol

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A reunião do Conselho de Arbitragem com os clubes não trouxe muito de novo. As palavras de circunstância do costume, até ao próximo erro, que será castigado com a ira de dirigentes, adeptos e quem mais andar por ali. Não sei qual a receita para que as coisas mudem no futebol português. Sei apenas que não é esta. Principalmente com as atitudes entretanto tomadas.

O Conselho de Arbitragem decidiu gozar com os sportinguistas. É um direito que lhe assiste. Não é, tenho a certeza, a melhor forma de credibilizar o que tem sido feito pelos árbitros e de devolver a crença a uma Liga em que leões e dragões deixaram de acreditar. Tratar como estúpidos todos os que viram dois penáltis na Luz

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não me parece inteligente. Pior, assumir que Jorge Sousa fez uma grande arbitragem e que não teve nenhum erro. Sportinguistas e portistas já assumem que os juízes são controlados pelo Benfica. Ouvir isto sem que se diga que são lances difíceis, discutíveis e que Jorge Sousa não teve direito às repetições que nós vimos pela televisão, não só descredibiliza o discurso, como leva à legítima indignação em Alvalade e no Dragão. No fundo, dá vida a muito do que tem sido dito. Infelizmente, é até injusto para o fantástico percurso que o clube da Luz tem feito esta época.

O CA assume como excelente uma arbitragem em que antigos juízes como Duarte Gomes e Pedro Henriques viram dois penáltis. Ou em que Marco Ferreira, no Record, viu uma. Não terá faltado um pouco de bom senso? Achincalhar quem está em baixo, revoltado, raramente é boa ideia.

Se não antes, na nomeação de Nuno Almeida para Chaves o tal bom senso não existiu. Porquê colocar num jogo já tão quente um árbitro a semana passada apelidado de ‘Ferrari Vermelho’? Opções de risco.

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