Baixar passivos
A queda do BES e outros escândalos semelhantes – assim como a presença da troika no nosso país – levaram a uma maior moralização das contas um pouco por todo o lado, ainda que continuem a existir alguns que muito devem e pouco pagam. A racionalidade parece ter chegado às contas dos grandes, ainda que haja um longo caminho a percorrer.
Benfica e Sporting apresentaram lucros chorudos, abateram o passivo e têm outros indicadores interessantes. Mas isto à conta das vendas de alguns dos seus melhores jogadores. Pior, viram os custos com pessoal aumentar. O saneamento das finanças não pode ser feito de um dia para o outro e o melhor a reter é mesmo a descida dos passivos, no caso das águias de forma histórica. Se Vieira e Bruno de Carvalho encontrarem forma de os clubes continuarem competitivos com esta fórmula, então é porque a gestão de risco, que implica investir para vender, está no caminho certo. Depois acreditar que ambos levam a sério a aposta na formação. É verdade que falam muito disso, mas por vezes os plantéis profissionais dão sinais contraditórios. No Seixal e em Alcochete há talento pelo menos semelhante a algum que é recrutado. Poupavam-se aí mais uns milhões.
As contas do FC Porto são mais tristes. Ajudam a entender a importância da presente época e as dificuldades nos reforços para Conceição.
