Record

Saída de campo

Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor adjunto de Record

Benfica arguido

Há muitas questões para responder no atual Benfica. Desportivas e legais, umas mais graves do que outras, mas todas com impacto na imagem e reputação do clube, cada vez mais afetada pelo envolvimento em casos como o E-Toupeira.

Desportivamente, o acesso à Champions que se joga amanhã na Grécia é vital para a saúde financeira do clube. Não só pelo encaixe dos 43 milhões, mas também porque os ativos encarnados regressam à melhor montra do futebol mundial para quem quer fazer grandes negócios. E esse é, nos dias que correm, um dos grandes desígnios do emblema: formar, vender e assim tentar equilibrar as periclitantes contas. A Liga Europa é uma prova mais adequada às aspirações desportivas dos portugueses, mas onde o brilho é menor e o retorno reduzido em todos os aspetos.

Em termos reputacionais, já pouco há a fazer para apagar a mancha que envolve o nome do Benfica. Da mesma forma que o Apito Dourado é usado quando se fala do FC Porto ou o ‘Cashball’ e Pereira Cristóvão do Sporting, o clube da Luz já não consegue fugir às toupeiras, emails, vouchers e quejandos. Obviamente na Luz só se pode pensar numa coisa: provar a inocência. Por muito que a opinião pública não perdoe, esse é o único caminho. E perceber se não há quem deva deixar o clube de uma vez por todas.
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