Brincar com quem trabalha
Sabemos que os ricos têm mais oportunidades do que os pobres, na vida como no desporto. Sabemos que o dinheiro compra muita coisa que não devia comprar. Sabemos que as equipas portuguesas são hoje cada vez mais pequenas do que os grandes tubarões das maiores ligas. Sabemos que o poder e a influência fazem com que decisões e critérios sejam diferentes conforme quem está em campo. Vimos isso no clássico em Alvalade. O que ainda não sabíamos era ser possível que UEFA e árbitros fossem tão desonestos que não vissem o que todo o Mundo viu. Há coisas que têm discussão. Há lances que os árbitros não conseguem ver. Há casos que passamos dias e dias a discutir por paixão clubística. Mas há coisas que não podemos deixar em claro. O que os árbitros que não marcaram o pisão com os pítons de Gündongan a Marchesín fizeram é pior do que incompetência. Ninguém é tão incompetente assim. Não sei o que os levou a tomar aquela decisão. Mas brincar com quem trabalha foi o título mais simpático de que me lembrei para este texto. E que fique claro: não acredito na honestidade de quem deixa passar aquilo.
