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Entre os grandes negócios e a cedência
Sporting fez encaixes como há muito não se via. Mas a espinha dorsal de JJ foi-se...
O Sporting está a fazer encaixes financeiros importantes na janela de mercado que hoje termina. Grandes negócios a que há muito não estava habituado. O sucesso económico tem três grandes responsáveis, para além do talento dos jogadores. Desportivamente, Jorge Jesus e Fernando Santos. Em termos de negociais, o presidente Bruno de Carvalho.
Jesus é, de facto, um treinador que exponencia o talento dos valores em que aposta. Da formação ou não, foi com ele que Slimani, João Mário e Adrien brilharam na liga, perseguindo o título até á última jornada, na equipa de quem se disse praticar melhor futebol. Mas o selecionador merece referência nos dois portugueses. Titulares na equipa campeã europeia, os dois craques da formação viram a cotação subir a patamares antes inimagináveis. Especialmente o capitão, de contrato renovado há pouco tempo e que agora estranha a cláusula assinada.
Mas o revigorar de um clube que com Godinho chegou a jogar para não descer tem custos. Os elogios ao futebol de JJ aumentaram a cobiça e as propostas chegam em catadupa. Como antes na Luz, diga-se. Só que Vieira tem outras verbas. E apesar de gastar mais do que antes, o leão é obrigado a reconstruir o plantel com valores inferiores. Bas Dost é o mais caro de sempre e foi metade de Jiménez. O que Jesus mais queria era manter a espinha dorsal. Foi-se.
Elias é uma solução interessante para a eventual saída de Adrien. E se o médio sair por valores acima dos 25 milhões será um grande negócio, por muito que custe aos adeptos.
Mas vender o capitão será algo que custará muito a Bruno de Carvalho. Principalmente após o comunicado de 2.ª feira. O presidente terá cedido à chantagem. De pai, filho e empresário. Os durões também quebram?
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Cláudio Saúde04 novembro 2026 - 18:03