Grandes sem o controlo
Se nas competições nacionais os três grandes estão habituados a ditar as regras com maiores ou menores dificuldades, após a final da Taça eis que entramos num período em que há muito Benfica, FC Porto e Sporting se habituaram a perder o controlo. O mercado de transferências, tempo de encaixes financeiros e investimento no futuro, é algo em que Portugal não dita regras. Tenta fazer o melhor com o que tem.
É por isso que Lage vai de férias sem saber de João Félix ou Rúben Dias – apenas para citar alguns – estarão no balneário na próxima época. Com Conceição e Keizer passa-se o mesmo. Talvez pior até. O primeiro perde meia equipa e vê-se obrigado a reconstruir, sabe-se lá com que orçamento. O segundo teme a saída do médio mais goleador da história do futebol português, capitão difícil de substituir, tanto no talento como na capacidade de trabalho. Não vejo no mercado um jogador semelhante. Foram poucos os criativos que vi com tanta disponibilidade para suar.
O Benfica é quem tem mais capacidade negocial. Financeiramente equilibrado, pode encaixar muitos milhões vendendo apenas um ou dois jogadores. Depende das opções de quem manda. Já no Dragão e em Alvalade vai ser necessário muito engenho. Mas não é a primeira e muito menos será a última vez.
