Há jogadores que são vitais
Todos os treinadores usam como máxima coisas como ‘só importam os que cá estão’. Lá no íntimo sabem que não é bem assim. Há chavões que são utilizados para animar quem entra, por muito que em alguns casos seja notório que não trazem tanto como quem estava. Por alguma razão há titulares e suplentes, ainda que às vezes seja do banco que chegam os golos ou as soluções que trazem vitórias.
Na Liga portuguesa temos casos interessantes. No líder FC Porto o possante Marega. Confesso que antes de o ver no Dragão nunca me encantou. Achava até estranha a cobiça dos grandes. Via no maliano um jogador interessante e poderoso, mas a quem seria vital espaço nas costas da defesa e grandes dificuldades na relação com a baliza. A prova de que de bola percebo pouco ou nada o que Sérgio Conceição tem feito com o avançado. Mais, o impacto que a ausência teve num dragão que estávamos habituados a ver como rei da impetuosidade. Na Luz foi vital. Tal como a não utilização em Alvalade. Brilhante.
Jonas e Bas Dost são também casos de estudo nas respetivas equipas. O primeiro pelo muito que marcou mas também pelo que faz jogar, o segundo tem também os golos mas além disso uma equipa que gosta de jogar para ele. Craques. Porque há jogadores que são mesmo vitais.
