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Bernardo Ribeiro
Diretor de Record
08 janeiro 2017 - 01:23

O tetra vem longe... mas mais perto

Rui Vitória aposta na competência. E o Benfica ganha. O FC Porto tem de jogar mais

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Era um dos mais difíceis testes que tinha de enfrentar até ao confronto da Champions e o Benfica passou-o com distinção. Uma vitória sem espinhas, com golos da dupla de ataque mais marcante do futebol português da atualidade e usando a arma mais forte da águia: o realismo. Já vimos isto antes.

A equipa de Rui Vitória conseguiu, como diz Rui Dias na crónica, o triunfo da competência. Esta não é uma equipa focada na nota artística. Poucas foram as vezes que o Benfica atingiu o futebol deslumbrante que nos habituou com Jesus. Mas isso não faz dela uma equipa menos letal. Vitória apenas caça com outras armas. Os mesmos fins através de argumentos diferentes. Não é melhor, nem pior. É mesmo diferente. Ganhando no Berço o tetra fica mais perto. Não é o mais importante? Acho piada aos românticos, mas prefiro quem ganha títulos.

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O dragão voltou a exibir problemas antigos. Desta vez não há árbitro para culpar, ele que ameaçado de morte até ‘perdoou’ um penálti. Entendo as queixas portistas. Mesmo. Mas de um lado há Jonas, Mitroglou e Jiménez. Do outro André Silva, Rui Pedro e Depoitre. Quem planeou isto?

Morreu Mário Soares, um dos pais da democracia portuguesa e um dos homens mais marcantes da nossa história contemporânea. Ironia suprema: os muitos insultos ignaros que se podem ler nas redes. Nem sequer sabem que, se hoje o podem fazer, a homens como ele o devem.

Ontem morreu também Teresa Horta. Camarada de trabalho, mulher a quem devo muito e que tanto me aturou na primeira passagem pelo Record, jovem estagiário. Mantém o sorriso, Teresa. Como ele era importante nos dias que corriam mal. Vemo-nos um dia destes. Um grande beijinho.

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