Organização e dinheiro
Os ingleses fazem esta época o que nunca tinha sido feito: quatro equipas nas finais de Liga dos Campeões e Europa. O mais fácil é dizer que se trata do poder do dinheiro. E também é. Em Inglaterra há muito, no futebol então nem se fala. Mas não é só. Longe disso. Trata-se da forma como é utilizado. E de organização. Muita.
A liga inglesa é hoje a mais apaixonante do planeta. Os espanhóis cometeram o erro crasso de subavaliar a saída de Ronaldo de La Liga e o Real Madrid pagou o preço bem caro. Sem a ‘guerra’ Messi-CR7 pouco houve para ver ali. E o passeio do Barcelona no campeonato foi desmentido de forma descomplexada pelo Liverpool, com a humilhação dos catalães em Anfield.
Em Inglaterra há muito dinheiro. Mas também há mais paciência. E organização. E ideias. Veja-se o caso de Pochettino. Em Portugal ainda estaria a treinar sem ter ganho nada? Algum presidente lhe daria tempo para chegar à final da Champions, mesmo que a ideia forte do clube fosse construir um novo estádio e apostar na formação em vez contratar jogadores? Pois, estamos conversados.
São poucos os craques ingleses nas equipas que estão nas finais. Mas há aposta na formação. Global, diga-se. Os treinadores também são estrangeiros. Numa Inglaterra multicultural procura-se competência. E trabalha-se muito.
