Triste por Semedo
Rúben Semedo foi um dos jovens que mais prazer tive em conhecer desde que estou no jornalismo. Das muitas acções de marketing, boa vontade e entrevistas em que participei na carreira, a simplicidade, simpatia e à vontade do central impressionou-me muito no dia em que visitou o Record para passar a tarde com crianças antes de uma época tão especial para eles: o Natal.
Pai de um miúdo que joga à bola sei do que abdicam para perseguir um sonho apenas ao alcance de alguns. Porque há lesões, a sorte não sorri a todos, nem sempre o talento é tanto como se pensa e erro ainda maior, ele é apenas a quinta parte do que é necessário para fazer um profissional de futebol. Custa-me por isso acreditar nas notícias, entender o que leva um jovem com um futuro risonho à frente cometer erro tão grave como o de Rúben. Que tem, obviamente, direito à presunção de inocência e muito desejo veja este caso resolvido o mais depressa possível, a tempo de recuperar uma carreira a quem as condições naturais poderiam ter levado ainda mais longe.
É fácil cometermos erros. Outros miúdos seguiram o mesmo caminho. A diferença é apenas que esses nunca tive o prazer de conhecer. Mas custa acreditar que a pessoa que vi com meninos ao colo, uma tarde a distribuir prendas e fazer os petizes felizes entre gargalhadas e cumplicidade tocante, é o mesmo que está encarcerado em Espanha. Um abraço Rúben.
