Um critério muito largo
Avança mais uma queixa do Sporting contra Eliseu e o Benfica estuda processos contra Brahimi e Battaglia. Normal tendo em conta a guerra sem quartel dos três grandes. Esta nova redescoberta da disciplina como arma de arremesso tem origem na alteração dos regulamentos dos célebres sumaríssimos, mas também na vista grossa que os árbitros têm feito a muitas faltas duras. Os juízes terão tido, e bem, diga-se, instruções para não darem cartões amarelos por tudo e por nada. Mas o que tem sido permitido é algo chocante. Brahimi devia ter visto cartão, sim. Battaglia também. E Eliseu, esse, começa a ser um case-study tal o regime de impunidade em que parece viver.
Os árbitros estão a permitir entradas demasiado duras. E a jogadores de todas as cores e camisolas. Urge acabar com isto rapidamente, para que as instruções dadas como forma de melhorar o ritmo do jogo não acabem por ser uma promoção da violência. Porque ela está aí.
É evidente que o vídeo-árbitro está a incomodar muita gente. E curioso verificar que algo que melhora a verdade desportiva causa tanta urticária. Todos sabemos que o problema não são os meios de auxílio, mas quem os utiliza e faz cumprir as regras. Ainda falta um longo caminho para a transparência. Mas estamos mais perto. Mesmo que haja quem não goste.
