Um dia especial

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Sabe bem ver sorrisos na cara das pessoas com quem trabalhamos todos os dias. Com quem nos chateamos, a quem exigimos mais, sobre quem a pressão recai para fechar o jornal mais cedo e até olhamos de lado porque falhámos aquela maldita notícia. Ontem foi dia de aniversário e houve bolo na redação. Vi muitos jornalistas do Record a sorrir. Bem-dispostos. Não acontece todos os dias. A imprensa não vive dias felizes e muitos são os momentos em que temos o semblante carregado. Ver a redação assim enche-me de esperança. O Record é um projeto com 70 anos mas com um longo caminho a percorrer. Eu e o Sérgio dirigimos a coisa. Mas o Luís Pedro puxa pela malta, o Avelãs fecha jornais todos os dias, o Carvalho também mas está no Brasil atrás de Jesus e o Rui Dias dá-nos memória e ajuda nas dobras. Mas ontem, enquanto nós celebrávamos no Footlab com figuras tão ilustres como Fernando Santos, Simões, João Vieira Pinto, Toni, Girão, Nuno Dias, Paulo Freitas, e isto para nomear apenas alguns dos muitos que nos deram o enorme prazer da sua companhia e amizade, o David Novo, a Paula Marques, o Pedro Pinto, o Pedras e o Diogo Jesus ficaram a trabalhar, tal como o Vítor Pinto retido no Porto, juntamente com os jornalistas das respetivas secções. Nem uma imperial beberam. Os nomes não cabem aqui. Mas são quem faz o Record todos os dias. Ontem agradeci-lhe a si. Perdoe-me, hoje faço-o a eles.

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