Um génio eterno
Há dias que amanhecem assim, tristes e cinzentos, mesmo se o sol doura as searas. Em que sabemos que algo não está bem e não conseguimos explicar o que sentimos. Depressa percebemos porquê. Partiu um dos melhores de nós. Dos que nos fez sentir, vibrar, rir e chorar conforme a cor que defendemos. Dos que nos fez sonhar quando envergava a cor de todos nós e em 1984 nos chegou a fazer acreditar que poderíamos ganhar o que conquistaríamos apenas em 2016. Chalana era do Barreiro, do Benfica, era um pouco de todos nós que amamos futebol e vimos no Pequeno Genial um jeito inimitável que apaixonou toda uma geração. Chalana foi craque da cabeça aos pés, esses capazes de uma magia que fez o mítico Terceiro Anel render-se finta após finta a um dos maiores que viu pisar aquele relvado. Há nesta redação quem conheça o homem que nos encantou muito melhor do que eu. Há nesta redação quem tenha histórias muito mais giras do que as que lhe posso contar. Há nas páginas de Record textos muito mais inspirados e ricos do que este que me dá a amabilidade de ler. Por isso, leia. Tudo. Por ele.
