A súbita atração por Samu
Há jogadores que, por muito que façam, nunca conseguem cair no goto dos adeptos. Outros há que não precisam de fazer muito para criar à sua volta uma imediata e florescente onda de afeição. Samuel Omorodion Aghehowa, conhecido por Samu, só tinha jogado breves e pouco esclarecedores 17 minutos na derrota do FC Porto em Alvalade. Mas, na soalheira tarde de domingo, bastou vê-lo encaminhar-se para substituir Namaso para que se ouvisse um fragor alvoroçado nas bancadas. Dez minutos depois, o frenesi foi ainda maior quando o jovem (20 anos) espanhol, filho de pais nigerianos, teve uma ação junto à linha lateral em que impôs a sua impressionante compleição (1,90m/90Kg), antes de fazer a bola sobrevoar um adversário com um toque subtil. E o Dragão quase foi abaixo três minutos volvidos, após surgir à entrada da pequena área a marcar o golo da vitória sobre o obstinado Farense (não vem aqui a propósito o prévio pisão no pé do adversário, porque isso obrigar-nos-ia a olhar para as subvenções arbitrais de que beneficiaram nesta jornada também o Benfica e o Sporting).
