O desenlace das eleições do FC Porto foi a decorrência lógica de um amontoado de pecados de gestão mais ou menos graves e de outras distorções desavergonhadas, não sendo despiciendos os erros de palmatória cometidos pela lista A durante toda a campanha eleitoral. A forte corrosão na governança de Pinto da Costa era evidente há, pelo menos, dois mandatos, como tentei explicar há uma semana. E há muito era evidente que "o presidente dos presidentes" poderia ser deposto por um proponente suficientemente mediático, destemido nas denúncias e tendo por trás uma equipa de gente válida e com ideias progressistas e meios suficientes, como foi capaz de apresentar André Villas-Boas (AVB).