As angústias do mercado
O encantamento juvenil e quimérico que as pré-épocas dos clubes produzem nos adeptos é, na maior parte dos casos, pouco mais duradoiro do que, imagino, a emoção criada por um vertiginoso salto de bungee jumping. As exibições, principalmente dos reforços, são muitas vezes sobrestimadas, sem levar em conta, por exemplo, que acontecem frente a adversários escolhidos a dedo e, por isso, quase sempre frouxos e/ou exauridos pelas elevadas cargas de trabalho a que são sujeitos nesta altura da época. E essas fabulações correm o risco de ser ainda mais efémeras e levianas se não for tido em conta um conjunto de outras variantes. É sabido, por exemplo, que falta cerca de um mês e meio para o fecho do mercado, com tudo o que isso pode ainda representar em entradas e saídas. Sendo que este verão tem confirmado a percepção de que as grandes transferências (leia-se vendas) acontecem ainda mais tarde em anos de grandes competições continentais, como foi o recente Europeu.
