As melhorias e os exageros
A leitura quase unânime depois dos dois primeiros jogos de Jorge Jesus à frente da seleção é a de que Portugal está muitíssimo melhor: mais vivo, mais pressionante, mais vertical, mais agressivo, mais imprevisível e, sobretudo, mais parecido com aquilo que se imagina que uma seleção com este talento deveria ser. É uma leitura compreensível. Mas é também demasiado benigna e apressada. Há razões para isso. A primeira é uma velha lei do futebol, tão previsível como a chuva em certos domingos: quando muda o treinador, quase tudo parece melhorar. Acontece nos clubes e, na Seleção, a regra é semelhante. O novo treinador chega sempre como a última batata do pacote.