Chama o António!

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Como não vi a entrevista em direto, as minhas primeiras ilações foram inicialmente apenas subordinadas ao que fui lendo e ouvindo, sendo que os títulos e os destaques relevavam, quase unanimemente, a réplica em que o selecionador nacional não só (re)abria a porta a Rafa, mas também acrescentava que se o jogador do Benfica lhe ligasse para conversar (subentende-se que sobre o seu regresso à seleção), ele (Fernando Santos) só lhe perguntaria "a que horas e em que local?". Não querendo ficar condicionado por uma interpretação mediada e que facilmente me levaria à ideia de que Santos havia revelado uma maleabilidade capaz de ser confundida com subjugação e até dependência, decidi recorrer à "box" e ver a entrevista na integra, reduzindo assim o risco de as minhas inferências estarem a ser contaminadas. Em boa hora o fiz, porque confirmei que Santos teve o cuidado de acrescentar uma proposição que para mim faz toda a diferença: "Não vai partir de mim, porque não foi de mim que partiu o contrário".

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