De CR7 à sucessão de Santos

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Cristiano Ronaldo merecia um jogo mais enobrecedor a ilustrar a sua despedida dos Mundiais. Saiu como um mero e desenxabido suplente, falhando assim os duelos apoteóticos que, a certa altura, se pareciam desenhar frente a Mbappé e a Messi. Por tudo o que deu à Seleção, ao país e ao futebol, teria sido bem mais justo que a sua jubilação mundialista tivesse tido outro arrebatamento e magnetismo. O próprio futebol merecia uma acareação planetária daquele gabarito. Ficaram as suas lágrimas de fim de ciclo e o imediato e justo vídeo de agradecimento da FIFA a um astro que ficará para sempre como um dos maiores entre os maiores do futebol mundial. Mas a imagem icónica da sua retirada lacrimosa de campo vai sempre perder na comparação com a de Eusébio em 66. Porque Ronaldo escolheu sair de campo sozinho, legitimando a interpretação, seja ela mais ou menos justa, de que choramingava mais por ele do que por Portugal.

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