Defeitos a mais, tempo a menos

O forte revés que Portugal sofreu frente à Croácia despertou vários juízos e outros tantos ensinamentos, mas também serviu para dar razão aos que, como eu, já vinham criticando a escolha de adversários medíocres ou remediados para os ‘amigáveis’. Mais a mais porque os nossos opositores na fase de qualificação (Islândia, Liechtenstein, Bósnia-Herzegovina, Eslováquia e Luxemburgo) eram claramente inferiores ao lote de estrelas governado por Roberto Martínez, o que explica, pelo menos em parte, a passeata em que se transformou o nosso apuramento. E os que louvaram em demasia a goleada sobre a Suécia (5-2) e, cinco dias depois, desvalorizaram o desaire (2-0) na Eslovénia talvez estejam agora mais recetivos a aceitar que essa janela do calendário já devia ter servido, em março, para um verdadeiro exame de diagnóstico frente a um oponente da primeira linha do futebol mundial.

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