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Se isto fosse cinematografia, a chegada de Jorge Jesus à Seleção não seria uma simples mudança de realizador — seria um “reboot” com direito a explosões, diálogos excessivos e um protagonista que insiste em reescrever o guião em direto. Depois de três anos e meio de um filme emocionalmente anestesiante, Portugal decidiu trocar o cinema de festival por um blockbuster com sotaque da Reboleira. E, pela primeira vez em muito tempo, há a sensação de que o público não vai sair da sala a meio.

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