Falta desassombro a Rui Costa

A primeira responsabilidade de um líder é definir a realidade e Rui Costa (RC), por quem sempre tive apreço, é suficientemente astuto para saber que o seu horizonte como presidente do Benfica está hoje ainda mais subordinado do que já é hábito no futebol português ao sucesso desportivo da equipa agora treinada por Bruno Lage. RC viu a sua imagem deteriorizar-se rapidamente à conta não só do fiasco em que se foi transformando a aposta em Roger Schmidt (cuja renovação e posterior rescisão mereceram, soube-se agora, a anuência de toda a comissão executiva da SAD), mas também em resultado das lutas fratricidas que sobrevivem, cada vez mais, num Benfica balcanizado e já em período pré-eleitoral. As recentes, palpitantes e arrivistas entrevistas de Luís Filipe Vieira (LFV) e Luís Mendes (LM), bem como o decorrente chumbo, em Assembleia Geral, das contas do clube são algumas manifestações recentes dessa desagregação.

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