Há algo de podre no reino

Há dias em que o desporto deixa de ser um jogo e passa a ser outra coisa — uma espécie de teatro do absurdo, onde, como em Hamlet, “há algo de podre no reino”. O que se passou no Dragão Arena no último sábado encaixa desconfortavelmente nessa categoria: um episódio que, mais do que decidir um resultado (30-33 para o Sporting), expôs o estado febril — e perigosamente inflamável — da rivalidade entre FC Porto e Sporting. Tal como espelha a peça shakespeariana, a ordem natural e moral há muito que foi quebrada, ficando evidente que algo de profundamente errado e decadente está a contaminar o desporto português.

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