"Hey Jude"

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Quando Rui Costa hesitou vender Enzo Fernández ao Chelsea por 121M€, sublinhei neste espaço que o presidente do Benfica correu o risco de ser acusado de gestão danosa, por quase ter recusado um negócio da China. Era um contexto irrepetível porque o argentino acabara de se sagrar campeão do mundo e de ser eleito o melhor jovem no Catar. A despeito da sua qualidade, saltava à vista que Enzo nem sequer havia sido o melhor médio jovem, perdendo, como então aleguei, na comparação com Jude Bellingham (e o inglês é dois anos mais novo). Dias antes do início do Mundial, Bellingham já havia sido apresentado pelo Real Madrid, após o B. Dortmund ter aceitado 103M€ pelo seu passe. O impacto de Bellingham no Real foi imediato e inaudito, superando todas as expetativas, que já eram altíssimas. Depois de CR7 e de Pepillo (anos 60), tornou-se no terceiro jogador na história do clube a marcar golos nos seus primeiros quatro jogos da liga espanhola. Nunca se havia visto em Madrid um mancebo de 20 anos consagrar-se tão rapidamente como o jogador da moda, até porque Bellingham acrescentou à sua já conhecida exuberância futebolística uma surpreendente eficácia finalizadora (precisou de apenas 24 remates para marcar 10 golos, 8 dos quais na LaLiga e 2 na Champions), tendo ainda somado 4 assistências. É o médio com um total de mais golos e assistências nas cinco grandes ligas e surge no terceiro lugar se também incluirmos os avançados. E foi eleito o melhor jogador em 8 dos 11 jogos pelo Real Madrid e também em dois dos três que jogou esta época por Inglaterra. Este craque que já começa a reclamar um lugar na mesa principal dos novos heróis da bola (em que atualmente se sentam à cabeceira Mbappé e Halland) pode ser visto hoje ao vivo em Braga, na terceira jornada do Grupo C da Liga dos Campeões.

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