Lamúrias antes do clássico
Há jornadas que se explicam pelos 90 minutos. Esta última explica-se pelos dias que a antecederam e, sobretudo, pelo domingo que se aproxima. Foi uma jornada de “antes” e de “depois”. O “antes” foi o inevitável cansaço, físico e emocional, provocado pela Champions: o FC Porto vinha da derrota afrontosa com o City (pela forma, não pelos números), o Sporting do duelo vitorioso com o Galatasaray e o Benfica, embora sem teste europeu, tivera de enfrentar a exigência suplementar de um acerto de calendário no depauperado relvado de Moreira de Cónegos. O resultado era previsível: exibiram-se todos abaixo do que seria normal. O Sporting, ainda por cima, deixou dois pontos pelo caminho em Famalicão. Confirmou-se, se ainda fosse necessário, que o “vírus UEFA” tem efeitos secundários domésticos. Mas houve também um “depois”: o FC Porto-Benfica do próximo domingo. E percebeu-se isso não apenas em algumas opções dos treinadores, mas sobretudo na reação dos dois clubes aos lapsos arbitrais — um conjunto de incompetências que, no caso do VAR, começa a ser cada vez mais difícil de explicar e ainda mais difícil de aceitar. Nesse aspeto, o silêncio do Sporting foi coerente – e elogiável.