Martínez e a minha Jack Russell
Há um dado que devia ser projetado em letras garrafais no balneário português, talvez mesmo por cima da tática que ninguém parece querer mudar: nos 24 jogos da primeira jornada deste Mundial interminável, as cinco seleções com mais posse de bola não ganharam. Portugal foi o expoente máximo dessa inutilidade estatística — 75% de posse, 703 passes certos (e apenas 59 errados), 20 cruzamentos de bola corrida, incluindo o que foi aproveitado pelo 1,74 m de João Neves — e, ainda assim, apenas um remate enquadrado. Uma espécie de obra de arte conceptual: muito conteúdo, zero impacto.
