Matheus Nunes e o jogo do Dragão
Pensar que Rúben Amorim iria dissimular a sua desilusão com a transferência de Matheus Nunes seria, mal comparando, como acreditar que Miles Davis pudesse algum dia ter desistido do seu trompete. O técnico sabia, melhor do que ninguém, que o agora jogador do Wolverhampton faz parte daquela casta de jogadores singulares que, pela sua raridade, são muitíssimo difíceis de substituir. Essa perceção, de resto, explica a forma obstinada como procurou persuadir o médio das vantagens de jogar mais uma época no Sporting, enquanto não surgia um convite que lhe garantisse não só a independência financeira, mas também a discussão, sem tardar, dos títulos mais cobiçados.
