A elaboração deste texto foi sendo sucessivamente adiada. Não por falta de assunto — esse nunca escasseia no futebol português — mas precisamente pelo contrário: por excesso de ruído. Entre um penálti mais discutido, um fora-de-jogo milimétrico ou um lance que pede três repetições e recebe… meia, seria demasiado fácil colar esta reflexão a um episódio concreto. E isso retiraria o essencial: esta não é uma reação, é uma constatação. Não é clubite, é desconforto. E, acima de tudo, é uma questão de verdade desportiva.