O anjo protetor
Um herói, como diria o escritor sul-africano J.R.R. Tolkien, só tem um papel pequeno nos grandes feitos. Diogo Costa pode só ter aparecido na fase serôdia do jogo, mas compareceu muitíssimo a tempo de preservar um final de carreira magnânimo tanto para Pepe como para Cristiano Ronaldo, o que já não seria coisa pouca. Aquela defesa ao minuto 115, quando cresceu como uma montanha para travar o remate do isolado Sesko, foi o maior acto de justiça que podia ser feito ao melhor central da história do futebol português. Pepe é um super-homem, mas já tinha esgotado todas as reservas e não merecia que as incompetências alheias o tivessem exposto daquela maneira, obrigado-o a fazer horas extra que o seu corpo já não suporta.
