O terramoto no Jamor

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No Jamor, onde a relva costuma acolher finais e ilusões com igual complacência, consumou-se no domingo um daqueles episódios que fariam Dom Quixote acreditar que, afinal, os moinhos também sangram, antes de largar a lança e aplaudir: frente a um Sporting exausto e excessivamente humano, o Torreense, cavaleiro improvável da II Divisão, derrubou a equipa leonina por 2-1, após prolongamento. Num Jamor engalanado, surgiu uma equipa de Torres Vedras decidida a escrever o seu próprio argumento, tudo com uma eficácia que faria inveja a qualquer manual de economia comportamental. Escreveu-se assim uma das páginas mais deliciosamente irónicas da história recente do futebol português.

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