Ópera bufa
O folhetim da ida mais do que previsível de Mourinho para o Real Madrid (com Rui Costa, Florentino Pérez e Marco Silva a entrarem e saírem de cena como figurantes que afinal são protagonistas) tem tudo o que exige uma ópera bufa: enredos cruzados, equívocos caricatos, egos inflacionados e um público que ri, suspira e, por vezes, atira tomates. Falta apenas garantir o essencial: o final feliz obrigatório. Porque, ao contrário do que Gioachino Rossini estabeleceu em “O Barbeiro de Sevilha” ou Amadeus Mozart nas “Bodas de Fígaro”, aqui ainda não há certezas. Ou, pelo menos, não havia — até as últimas notícias sobre Marco Silva começarem a sugerir que, talvez, este libreto acabe mesmo em dó maior.
