Portugal muda de pele

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As goleadas aplicadas ao Liechtenstein (4-0) e ao Luxemburgo (0-6) deixaram animados os adeptos e a generalidade da crítica especializada. Roberto Martínez, que já havia somado fases de apuramento integralmente vitoriosas ao serviço da Bélgica, acrescentou assim dois penachos ao chapéu repleto de bonomia e concórdia que tem ostentado desde que chegou ao nosso país para substituir Fernando Santos. As primeiras impressões são sempre importantes e Martínez tem-se confirmado como um profissional simultaneamente cortês, meticuloso e clarividente. Beneficiou ainda do facto de o seu antecessor, independentemente de ter alcançado os maiores feitos da história do futebol português, ter saído com a imagem muito surrada, fruto não só do seu pragmatismo feroz (que resultou demasiadas vezes num futebol sem grandes concessões estéticas), mas também de um conjunto de contingências concomitantes, com destaque negativo obviamente para a sua relação contratual com a FPF – que continua a assobiar para o lado, como se o estatuto de utilidade pública não a obrigasse a responder por uma situação, no mínimo, marginal e eticamente reprovável.

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