Portugal não tem plano

Adicione como fonte preferencial no Google

Roberto Martínez é selecionador nacional desde 9 de janeiro de 2023. Leva, portanto, três anos e meio e mais de 40 jogos à frente da seleção portuguesa – tempo mais do que suficiente para corrigir tendências, apresentar uma equipa com identidade, estabilizar automatismos, criar padrões e uma ideia sustentada, tudo num modelo de jogo reconhecível e, já agora, capaz de nos vender algum entusiasmo. Em vez disso, fomos recebendo lampejos ocasionais, como aquelas luzes intermitentes de Natal que piscam tanto que acabam por irritar mais do que encantar. E, nesta altura, duas dúvidas metódicas instalam-se, como infiltrações num teto maltratado: terá sido um tempo perdido a aposta no treinador que já tinha liderado a melhor geração belga de sempre? E aquele triunfo na Liga das Nações – essa competição cuja relevância oscila entre o simbólico e o decorativo – não terá sido uma vitória de Pirro, celebrada com pompa enquanto nos bastidores já se afiavam as facas? As respostas, infelizmente, parecem sussurrar sempre o mesmo: pouca evolução, pouca qualidade e uma persistente incapacidade para fazer crescer o que, à partida, já nasce grande.

3
Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade