Restauro ou revolução?

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A lista de jogadores considerados dispensáveis ou transferíveis pelo Sporting não surgiu do nada. Os mais bem informados já a conheciam muito antes da final no Jamor. É verdade que há finais, como a última, em que a derrota não é apenas um resultado: é um espelho partido no chão. E é também verdade que, não por acaso, Frederico Varandas não demorou a assumir que o inesperado desaire frente a uma equipa da II Divisão funcionou como um estalo público e que vinha aí o fim de um ciclo – leia-se saída de jogadores importantes e aposta em novos protagonistas. Mas o Torreense foi apenas o estalar do verniz, não a causa. A necessidade de mudança foi uma decisão anterior e baseada numa análise estruturada e nada emocional. A ideia central é simples: fechar uma etapa e iniciar outra. A ironia (porque a ironia é sempre um especialista em sobrevivência) está no intervalo entre fechar um ciclo e iniciar uma revolução. Ou seja, o Sporting pode estar a fazer restauro… ou pode estar a entrar no território do “se mexermos muito, talvez passe a ser uma equipa diferente”. Com todos os perigos que isso representa.

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