Schmidt sob escrutínio
O Benfica está oficialmente em crise. Colapsou num estádio (Chaves) onde não perdia há mais de 25 anos, vai na terceira derrota consecutiva e a dúvida é se irá recobrar a tempo de um desfalecimento que ameaça estragar os cálculos a quem, como eu, arriscou dizer – logo após o FC Porto, no final de fevereiro, ter perdido no Dragão com o Gil – que o título se transformara numa mera burocracia aritmética. Mas a vantagem de dez pontos (que nunca, nesta fase da época, deixou de garantir o título) encolheu para apenas quatro num ápice (entre o desaire caseiro com o FC Porto e o fiasco em Trás-os-Montes mediaram apenas oito dias), que até seriam pertinentes noutras circunstâncias, mas que agora parecem acanhadas aos próprios adeptos benfiquistas, que olham para o copo meio vazio quando restam jogar apenas seis jornadas. Este ricochete psicológico encrenca ainda mais a fase recessiva. E tem servido para demonizar Roger Schmidt, como se o alemão se tivesse transfigurado subitamente num treinador inepto.
