Silêncios embaraçantes

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O Benfica mantém-se embatucado e sem qualquer reação à condenação do empresário César Boaventura, recentemente sentenciado com uma pena cumulativa de três anos e quatro meses de prisão, com execução suspensa, e ao pagamento de 30 mil euros a favor de uma instituição de solidariedade social por ter cometido três crimes de corrupção ativa. Como é sabido, no acórdão do juiz foi dado como provado que, na época 2015/16, Boaventura aliciou, com a oferta de contrapartidas financeiras entre os 60 e os 100 mil euros, três jogadores do Rio Ave (Lionn, Cássio e Marcelo) para que estes "facilitassem" no jogo com o Benfica, com o propósito de falsificar o desfecho em favor dos lisboetas. Os jogadores, ficou também provado em tribunal, recusaram as ofertas e o Benfica não foi implicado por não haver "indícios suficientes de que a atuação de intermediação tenha ocorrido a mando do clube". De facto, o Benfica nem em sede de inquérito foi alguma vez arguido, apesar de o tribunal ter dado também como provada a relação de proximidade de Boaventura com o ex-presidente Luís Filipe Vieira, reconhecendo que ambos falavam com frequência sobre matérias respeitantes ao futebol. De certa forma, repetiu-se o que já havia acontecido no processo ‘e-Toupeira’, quando Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico da SAD do Benfica, se deixou ‘imolar’ sozinho, sendo condenado por corrupção.

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